terça-feira, 11 de outubro de 2011

A excentricidade de Mariko Mori

Oneness, título da exposição.

Arte, tecnologia e religião juntas em uma exposição em São Paulo. Quem for ao Centro Cultural Banco do Brasil até 16 de outubro, poderá presenciar a exposição de Mariko Mori que recebe o nome de Oneness e apresenta ao todo 10 trabalhos de alta complexidade tecnológica. Uma experiência sensorial e divertida para muitas pessoas.

Mariko Mori é uma artista plástica japonesa, ex-modelo fotográfico, inspirou-se em texturas e estéticas apreendidas em suas experiências no mundo da moda para criar cenas impossíveis. Desenhando antigos rituais e símbolos, Mori usa tecnologia de ponta e materiais de última geração para criar uma nova visão do século XXI.

Dentre a exposição que apresenta também vídeos, fotografias e desenhos, destacam-se quatro obras.

Wave Ufo, máquina e escultura ao mesmo tempo de seis toneladas, que funde, em tempo real, computação gráfica, ondas cerebrais, som e uma engenharia arquitetônica para criar uma experiência interativa dinâmica, possui uma espécie de cápsula capaz de acolher três visitantes por vez.

"Ele muda de acordo com as ondas cerebrais de seus observadores, possibilitando aos visitantes a viajar por suas próprias sinapses: com a cabeça acomodada em um travesseiro com eletrodos, é possível ver emoções e pensamentos traduzidos em diversos formatos e cores, projetados no casco interno da nave, como a cúpula de um planetário" (Scientific American, ANO XVIX, Nº 22, pág. 8)

Oneness, que dá nome a mostra, apresenta um círculo de seis figuras confeccionadas em technogel (material novo, que fica entre o sólido e o líquido) que interagem ao toque do visitante. As estatuas tem formato de alienígenas que respondem aos estímulos com batimentos cardíacos simulados, que variam de acordo com o toque ou abraço do visitante.

A obra representa desaparecimento dos limites entre si mesmo e os outros. Um símbolo da aceitação do outro e um modelo do conceito budista de unidade, de que o mundo existe como organismo interconectado.

Transcircle, um anel de nove pedras de vidro coloridas e brilhantes, controlado interativamente, numa fantástica reinterpretação dos círculos de monólitos pré-históricos.

Empty Dream (1995) é uma fotografia em 6 painéis que representa uma cena do Ocean Dome a maior praia artificial do mundo, em Miyazaki, no Japão. Em um ambiente onde tudo é artificial, luz e ondas do mar são simulações do real possibilitadas pela tecnologia, até a presença de sereias é possível e o rosto de Mariko Mori jovem aparece várias vezes na foto.

Empty Dream, 1995 © Photo courtesy of Mariko Mori

"Outras obras mesclam tecnologia de ponta e princípios budistas, marcando uma fase mais recente de Mariko, na qual o observador que passa a desempenhar o ato performático, interagindo corpo, mente, máquina e assim criando "novas realidades”. (Scientific American, ANO XVIX, Nº 22, pág. 8)

O trabalho de Mariko é totalmente inovador e excêntrico, na maioria de suas obras ela está presente e interagindo com o mundo, explorando ao máximo tecnologia, designer e possibilitando as pessoas novas formas de interpretação e significação da vida.

Confira aqui a matéria veiculada no SBT Brasília sobre a exposição no CCBB

Slide show com imagens das instalações de Mariko Mori

Serviço

Oneness. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo.

De terça a domingos, das 9h às 21h, entrada franca. Até 16 de outubro.


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