segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O MASP e o QR Code


Na semana do feriado de independência estive em São Paulo e aproveitei para matar o tempo livre visitando alguns museus. Obviamente o MASP – Museu de Arte de São Paulo – não poderia ficar fora da minha lista.

Fundado em 1947 e idealizado por Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi, o museu é caracterizado por conter obras de grande valor histórico e econômico. Seu acervo é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN – e possui atualmente cerca de 8.000 peças, dentre as quais se destacam as pinturas ocidentais, principalmente italianas e francesas, como Rafael, Botticceli – da escola italiana – e Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall – da chamada Escola de Paris. O passeio já era interessante por si só, mas seu conteúdo foi potencializado pelo fato de estar matriculada em uma disciplina que estava falando justamente de movimentos artísticos modernos que convergiam para a Escola de Paris.

Em meio a tantas obras clássicas, fiquei me perguntando se havia espaço em algum lugar para a arte digital ou se haveria qualquer símbolo que remetesse à mesma. E, touché, havia. Na Galeria Clemente de Faria dentro do MASP – o único local dentro do museu onde era permitido tirar fotos – diversos murais coloridos e obras compunham o espaço.

Depois de tanto andar e olhar, reparei em algumas obras que continham o seguinte:


Lembro claramente de já ter visto aquele quadradinho logo à direita em outros locais: em paredes, revistas e até mesmo na porta do banheiro feminino da Facom. Sabia que a presença daquilo significava uma espécie de multimídia da obra, mas sequer imaginava como se chamava. Fui pesquisar e a resposta veio rapidamente: QR code.

Como eu havia suspeitado, o Quick Response code é um código de barras em 2D que pode ser escaneado usando qualquer celular moderno. Esse código vai ser convertido em um pedaço de texto e/ou um link que o celular os identifica.

Nesse vídeo, Pedro Morales mostra um cubo à base de LEGO montado por ele que permite visualizar uma realidade alternativa, que interage com o celular graças ao QR Code. Já nesse segundo vídeo, o QR code atua como "realidade aumentada" e aparece como uma ferramenta para consumidores de obras de arte.

Para os curiosos de plantão, existe muito material disponível na internet com demonstrações da utilização de QR code, que não age apenas no ramo das artes digitais- mas que potencializa seu caráter de interatividade. A abrangência dessa ferramenta é muito maior do que podemos imaginar e cabe para diversos setores, seja na comunicação, publicidade ou outros.

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