segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ferramentas de trabalho

Na década de 60, a arte se apropriou de mais um meio. A utilização de algumas ferramentas (a internet, o vídeo, o CD-ROM, a realidade virtual, etc), possibilitou o surgimento da arte eletrônica. Artistas inovadores se aventuraram pelo domínio desconhecido da criação gráfica. Essa junção da arte com a tecnologia / homem e máquina abriram novas possibilidades, tanto para os artistas quanto para os espectadores.

“Os monitores de nossos micros datam da década de 70 e a Internet mal acaba de completar uma década (surgiu em 30/04/1993), mas a arte eletrônica já possui um acervo considerável, tanto no Brasil quanto no mundo.”


Nam June Paik e Wolf Volstell Stell foram os precursores das primeiras experiências da arte eletrônica. Sendo influenciados por eles, foi surgindo no cenário brasileiro a partir da década de 70, artistas como Anna Bella Geiger – que utilizou o uso de impressão fotográfica, foto-montagem, escultura e vídeos -, Paulo Herkenhoff, Ivens Machado, Antonio Dias, Waldemar Cordeiro, Augusto de Campos - poesia concreta em vídeos -, dentre outros.

Dentre os diversos estilos de arte eletrônica, podemos citar pelo menos três:

Web Arte - As criações oferecem ao espectador interagir através de um navegador.
Arte Transgênica – Fusão da arte, tecnologia e biologia. As criações são geralmente acessadas a partir de uma página na internet e difere das obras convencionais por não terminarem em si. Sua existência depende da interferência de um observador que pode modificá-la de acordo com sua vontade.
Vídeoarte – Interferências em vídeo. Arte que se baseia em imagens em movimento.

"A arte eletrônica tem muito a dizer sobre a experiencia contemporânea, sobre a própria noção de arte e sobre nós mesmos."


Leituras recomendadas:

FRANÇA, Lilian. De cordeiro a Lobo: Contribuições da História da Arte Eletrônica no Brasil para a construção de Ciberculturas
CORDEIRO, Waldemar. Arte analógica e/ou digital. In: ARTE novos meios/multimeios: Brasil 70/80. Apresentação Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado. São Paulo: FAAP, 1985. p. 191-192.

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